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O MITO DA PROSTITUIÇÃO DO MERCADO

O MITO DA PROSTITUIÇÃO DO MERCADO
NEGÓCIOS, INSPIRAÇÃO 05-05-2017

O MITO DA PROSTITUIÇÃO DO MERCADO

Rennato Alves Por: Rennato Alves

Fala Designer! 

Eaí, você acredita na prostituição do Design? Eu tenho meu ponto de vista e vou contar para você nas próximas linhas, porém, quero te fazer uma pergunta:

Por que alguns designers cobram R$ 199,00 por um logotipo enquanto outros cobram R$ 3.000,00? Ou melhor, deixa eu mudar a "pegada" da pergunta: Como alguém tem coragem de cobrar R$ 100,00 em um logotipo? rs

Dependendo de quanto você cobra para criar um logotipo, o teor da mudança de "pegada" na pergunta pode ter lhe gerado mais perguntas que respostas, todavia, prometo que tudo fará sentido daqui a pouco. 

Das diversas páginas no facebook e blogs de design que acompanho todos os dias, ao menos uma delas cita - diariamente - a tal "Valorização do Design" e a "Prostituição do Mercado do Design" como algo a ser combatido com unhas e dentes.

Concordo que este tema pode gerar até várias curtidas, comentários e compartilhamentos, porém, não gera grandes efeitos por uma simples realidade: Isso NUNCA vai mudar. 

Mas Rennato, esses profissionais estão prostituindo o nosso mercado e roubando nossos clientes. Quer dizer que você não se incomoda com isso?

Não. Não me incomodo. Na verdade, nunca tive um cliente "roubado" por alguém que cobrasse mais barato. Na minha visão, a prostituição de mercado não passa de um mito e, se você não concorda com isso, quero te fazer 2 desafios: 

  1. Ler este artigo até o final e, talvez, concordar comigo;
  2. Ler este artigo até o final e, se não concordar, se comprometer em comentar aqui com seu ponto de vista.

Combinado? Então vamos nessa!

Lembro que há algum tempo eu resolví trocar de mesa digitalizadora. Queria uma Intuos Pro M da Wacom que custa em média R$ 2.000,00 e era exatamente o que eu estava disposto a pagar por isso. Entrei no site, pesquisei as diversas mesas e LEVEI UM SUSTO ao me deparar com uma Cintiq  24HD que custava mais de R$ 20.000,00 ( Vinte Mil Reais ).

Juro para você que, na hora, eu achei um absurdo um equipamento que eu uso apenas para refinar retoques e facilitar o desenho no pc pudesse ter o mesmo custo que um carro popular.

Apesar de toda a tecnologia, display interativo e diversos outros benefícios, eles não me serviam para nada e, consequentemente, eu não enxergava grande valor naquele equipamento. Por outro lado, o Bruno (ilustrador fictício) que possui um aumento de produtividade de 300% ao ter uma Cintiq 24HD, está disposto a pagar a bagatela de R$ 20.000,00 pois sabe que o retorno deste investimento será muito maior a médio/longo prazo.

Para qualquer cliente, tudo está ligado ao ROI - Return on Investiment ou Retorno Sobre Investimento

Da mesma maneira que o barzinho da esquina, a vendedora de cosméticos, pequenos advogados e profissionais liberais dificilmente enxergarão valor suficiente para pagar R$ 3.000,00 em um logotipo pelo simples fato de não saberem como será o retorno sobre o investimento, sempre haverão clientes que possuem propostas de serviços/produtos diferenciados e que têm uma percepção de valor altíssima dos serviços de comunicação.

Este segundo tipo de cliente, sabe que o ROI será extremamente positivo e, de maneira alguma, colocariam seus projetos nas mãos de quem cobra R$ 199 para planejá-lo/executá-lo.

Partindo deste princípio, entendemos que: para cada tipo de serviço/produto, há um cliente que só estará disposto a pagar o suficiente para que o ROI seja positivoÉ meio óbvio, eu sei. Mas se você concordou com isso, entenderá porquê a prostituição e/ou desvalorização do mercado para mim é um mito e nunca mudará.

Da mesma maneira que eu nunca compraria uma mesa digitalizadora de R$20K, você dificilmente convenceria o Bruno a comprar apenas a Intuos Pro M, mesmo custando 10% do preço.

Segundo Kotler (1998) o valor percebido pelo cliente é o resultado da diferença entre o valor total esperado e o custo total envolvido na transação, desse modo, se o cliente considerar que o valor recebido foi maior que o esperado, ele ficará satisfeito com a aquisição, porém se o resultado for negativo ocorrerá o sentimento de frustração.

Alta percepção de valor no Design: Alta expectativa de retorno + O preço é quase irrelevante (consequentemente, cobra-se mais)
Baixa percepção de valor no Design: Baixa expectativa de retorno + O menor preço leva

Estes dois tipos de percepções sempre existirão e, ciente desta realidade, eu não tenho nenhum receio de dizer que: A prostituição do mercado é mito.

Quando um empreendedor lhe procura para criar seu logotipo, ele possui uma exata percepção de valor do seu serviço (seja grande ou pequeno) e o orçamento disponível por ele é proporcional. Esta percepção é gerada por vários aspectos: portfólio, postura, linguagem, conhecimento, indicações... o importante é que você entenda que: Se a tal "prostituição do mercado" lhe incomoda tanto e você está sempre concorrendo com designers que cobram mixaria, talvez seus possíveis clientes, na verdade, não enxerguem nada mais que isso em você.

Se a pedra no seu sapato trata-se da baixa percepção de valor de seus clientes, o problema definitivamente não está na desvalorização do mercado e sim no seu posicionamento como profissional. Mas este é um assunto para outro artigo.

Eaí, a prostituição é um mito ou não?

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